quarta-feira, 31 de março de 2021

A saudade deságua na poesia

Em toda a minha vida gritei...
Ao nascer dei meu primeiro grito...
Gritava quando nasciam meus filhos,
Eram gritos de esperanças,
Eram vidas em minha vida...
Gritei por ser vítima de fofocas injustas,
Sofrer injustamente discriminação,
Preconceitos,humilhação,cancelamento
Eram gritos estrangulados na garganta,
abafados, lágrimas silenciosas e só...
Já gritei vários gritos alegres e tristes...
Mas o meu maior grito foi quando vi
a última pá de cimento cair naquela
Tumba fria e silenciosa...
Eu olhava para a tumba e para o céu...
O Grito da Separação, da Dor, da Angústia,
Do desespero, do corpo sem vida,
ecoou repetitivo pelo campo santo:
---NÃO ME DEIXAS, MEU FILHO, ROBERT
CÉZAR IMBERT NUNES E SILVA...
Em seguida o silencio e eu sem alma...
Senti mãos invisíveis em apoiando...
Respirei fundo....
A personificação de uma MÂE...
Que enterra um pedaço do coração!!!!
MEU FILHO AMADO!!!!!
(Nancy Nunes em 17/02/2007)
 

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